Carlos Bolsonaro aciona o STF para atribuir supostos crimes à cĂșpula da CPI da Covid

Por Informe News em 25/11/2021 às 15:51:55

JN

O vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (Republicanos), filho do presidente Jair Bolsonaro, apresentou nesta quinta-feira (25) uma notícia-crime ao Supremo Tribunal Federal contra o comando da CPI da Covid.

Alvo de um dos pedidos de indiciamento do relatório final da CPI, Carlos Bolsonaro diz que o presidente e o relator da comissão – Omar Aziz (PSD-AM) e Renan Calheiros (MDB-AL), respectivamente – cometeram crimes como prevaricação e abuso de autoridade ao longo das investigações.

O trâmite usual no STF prevê que o relator da notícia-crime, que ainda será designado, peça posicionamento da Procuradoria-Geral da República, a quem cabe avaliar se há elementos para pedir a abertura de uma investigação sobre os crimes apontados ou se o caso deve ser arquivado.

Veja no vídeo abaixo detalhes do relatório final da CPI da Covid:

Entenda os desdobramentos das investigações pós-CPI da Covid nos diferentes órgãos

A ação afirma que a CPI atuou de forma política para atacar o presidente Jair Bolsonaro e classifica o relatório da CPI como uma “peça de ficção, que divide a família do presidente da República, funcionários públicos, políticos e outros brasileiros que compartilham as mesmas ideias do presidente da República, em supostos núcleos organizados, conforme a narrativa criada pelos opositores ao Governo Federal”.

A notícia-crime alega ainda que:

a CPI deixou de apurar as possíveis irregularidades que permitiram desvios de recursos públicos da União Federal repassados para estados e municípios;

o vereador Carlos Bolsonaro não foi chamado a depor, e não há elementos contra ele para ter sido alvo de um pedido de indiciamento pela CPI, uma vez que as implicações envolvem apenas publicações em rede social;

houve vazamento de informações sigilosas, inclusive de inquéritos do Supremo

"Basta uma rápida análise do Relatório Final apresentado para se concluir que a Comissão deixou de praticar inúmeros atos que poderiam, efetivamente, servir para alcançar os objetivos pelos quais a CPI foi instaurada”, diz a notícia-crime.

A defesa de Carlos Bolsonaro afirma ainda que “durante os seis meses de funcionamento da CPI da Pandemia, foram exibidas ao vivo atitudes totalmente desarrazoadas e autoritárias praticadas por alguns integrantes da Comissão, que agiam sem qualquer respaldo legal, atacando os mais comezinhos princípios que norteiam o Estado Democrático e de Direito instalado em nosso solo”.

Fonte: G1

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